CBTU esclarece papel limitado na privatização do Metrô do Recife: decisão é política e cabe ao governo federal
Casa Civil confirma planos de concessão por 30 anos, prometendo modernização e manutenção das tarifas
- Categoria: Pernambuco
- Publicação: 01/11/2024 17:19
- Autor: Redação

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) esclareceu que não possui qualquer poder de decisão sobre o futuro do Metrô do Recife, seja em caso de concessão ou venda para a iniciativa privada. Segundo o diretor-presidente da CBTU, José Marques de Lima, essa decisão é totalmente política e depende do governo federal, enquanto a Companhia atua apenas como fornecedora de dados técnicos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Durante a apresentação de um projeto de publicidade na Estação Aeroporto, José Marques destacou que a CBTU não tem influência no processo de privatização. “Vamos deixar claro uma vez por todos que a CBTU não participe das decisões de privatização ou concessão da companhia. Apenas fornecer dados públicos ao BNDES, e somente à Casa Civil, via Programa de Parcerias de Investimento (PPI), tem essa autonomia”, afirmou.
Concessão à vista: planos para a privatização do Metrô do Recife A Casa Civil da Presidência da República confirmou a intenção de conceder o Metrô do Recife à iniciativa privada por 30 anos. O projeto envolve uma reforma e modernização da estrutura, aquisição de novos trens e implementação de tecnologias avançadas. O objetivo, segundo o governo, é proporcionar mais segurança, conforto e regularidade no serviço, sem aumentar a tarifa, que hoje é de R$ 4,25.
O sistema de metrô, que atualmente enfrenta longos atrasos e infraestrutura deficiente, será modernizado com investimentos cujos montantes ainda não foram revelados, mas que são prometidos antes da privatização. Os estudos estão em fase de conclusão pelo BNDES, que também anunciou que os detalhes do projeto serão submetidos a consulta pública.
Histórico de desafios e expectativa de melhorias O Metrô do Recife sofreu com uma década de recursos limitados, afetando cerca de 200 mil usuários diários. No entanto, o governo federal argumenta que a concessão garantirá uma infraestrutura renovada e mais eficiente. Apesar das incertezas e críticas, os planos de concessão estão avançando, com expectativas de que o serviço melhore e mantenha a acessibilidade tarifária.
Os estudos realizados entre 2019 e 2022, revisados recentemente, preveem um investimento total de R$ 8,4 bilhões em 30 anos, dos quais R$ 3,8 bilhões específicos de transportes públicos para compensar a operação.
Fonte: JC Online
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